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Ano 2014

01/08/2014
Cientista cria sorvete que muda de cor quando lambido.

Um físico espanhol decidiu usar seus conhecimentos em uma outra área, um pouco mais próxima do dia-a-dia da população, com alguns resultados impressionantes. Manuel Linares, dono de uma sorveteria na Cidade de Blanes, na região da Catalunha, aproveitou seu pé na ciência para criar um sorvete que é capaz de mudar de cor conforme ele é consumido.

Nomeado Xamaleón, sua invenção é capaz de mudar de cor de um azul clarinho para um roxo forte, passando pelo rosa. Linares diz que não há animais nem ingredientes geneticamente modificados na construção de seu sorvete. Também não há radiação envolvida no processo.

Contudo, o cientista de 37 anos ainda está receoso em divulgar o modo de preparo de seu sorvete, claro, já que ele tem a intenção de lucrar com a receita. Ele até divulga informações sobre o processo, mas nunca divulga ingredientes

Linares diz haver uma mistura que ele chama de “elixir do amor” (é, isso mesmo), que é borrifada sobre o sorvete na hora que ele é colocado na casquinha. Esta mistura faz a reação “mágica” acontecer, com base nas mudanças de temperadura e acidez. Ou seja: quando ele começa a derreter e quando ele sente a diferença de acidez da saliva, as cores começam a mudar.

As cores tem a ver com o gosto, que parece com tutti-frutti, embora, como já dito, o físico não dê os detalhes da receita e a constituição do sabor.

Ele também tem outras ideias mirabolantes para sorvetes, que incluem a mudança de cor com a exposição a luzes fluorescentes ou ultravioletas.

Por Redação Olhar Digital - em 31/07/2014 às 09h00

18/07/2014
Estudantes do MIT criam impressora 3D de sorvete.

Casas, armas e até próteses já foram impressas com ajuda da tecnologia tridimensional. Agora, três estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) criaram uma impressora 3D de modelar o sorvete.

Kyle Hounsell, Kristine Bunker e David Donghyun Kim uniram uma máquina caseira de fazer sorvete, a Cuisinart, com a impressora Solidoodle 3D. A impressora 3D modificada fica alojada em um pequeno freezer. Para não derreter durante o processo, os estudantes usam uma corrente de nitrogênio líquido sobre o sorvete enquanto a máquina imprime camada por camada.

O sorvete pode ter qualquer forma desejada. Depois que é depositado em uma superfície lisa, o nitrogênio líquido congela a massa. A próxima camada de sorvete é, então, feita em cima da primeira, formando lentamente um sorvete tridimensional.

O processo de impressão do sorvete dura 15 minutos. Ainda é preciso fazer diversas modificações na impressora para que ela seja vendida. Mas os estudantes acreditam que a tecnologia pode ser usada em sorveterias.

O projeto faz parte do trabalho de conclusão de pós-graduação do grupo. Bunker disse ao 3ders.org que a ideia surgiu do desejo dos alunos de fazer algo que chamasse a atenção das crianças para a tecnologia. Com a criação de uma impressora 3D que pode fazer sorvete com várias formas diferentes, os estudantes acreditam que podem inspirar as crianças a fazer seus próprios experimentos científicos.

Conheça o cardápio do futuro

Vanessa Daraya, de INFO Online

03/06/2014
Seminário Tecnológico Nutrição, Saudabilidade e Meio Ambiente

ABIS - FISPAL SORVETES 2014 - De 24 a 27 de junho



1º DIA 24 DE JUNHO (3º feira)
13h00
Credenciamento e entrega de material 

14h00 - Abertura

Convidada de Honra: Sra. Mônika Bergamaschi – Secretária de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo.

Tema: Gestão da Agro Indústria Paulista e controle da saudabilidade em alimentos processados.

Sr. Luiz Madi

Diretor Geral do ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos

15h00

Palestrante
Dra. Patrícia Cristina Cavallo

Achiles Cavallo Advogados Associados

Advogada formada pela FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas em 1998. Especializada em Direito Tributário pelo Centro de Extensão Universitária – CEU devidamente inscrita na OAB/SP sob nº 162.201. Sócia do ACHILES CAVALLO ADVOGADOS ASSOCIADOS desde sua fundação, militando com maior ênfase nos últimos 12 anos com Direito Tributário, elaborando defesas e recursos em processos administrativos, bem como patrocinando ações judiciais questionando a exigência de tributos cobrados ilegalmente nas esferas municipal, estadual, federal e previdenciária. Auxilia o Contribuinte na análise e consultoria de impostos diretos e indiretos, com elaboração de consultas e pareceres e assessoramento tributário. Auxiliando também na obtenção de incentivos fiscais, regimes especiais de tributação, parcelamento e similares. O Governador Geraldo Alckmin, no dia 21 de dezembro de 2013, nomeou a Drª PATRICIA CRISTINA CAVALLO juíza do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo para o Biênio 2014/2015.

Tema: O Sorvete é um alimento e não deve ser tributado como Supérfluo.

Resumo Executivo:

O sorvete, apesar de ser um alimento é tributado por todos os impostos de consumo, no caso, IPI, PIS, COFINS, ICMS e ICMS-ST. Mas outros produtos lácteos, como os queijos e os iogurtes não são tributados por uma parte desses impostos (IPI, PIS e COFINS).

As alíquotas de tributação dos demais produtos lácteos são inferiores aos dos sorvetes (p.ex. o sorvete tem um MVA* de cálculo do ICMS-ST de 70%, contra 13,44% do leite UHT).
*MVA - Maior Valor Adicionado.

Somado a isso, o fabricante de sorvete não é beneficiado com a desoneração dada ao insumo aplicado na fabricação do produto, ao contrário, é obrigado a pagar o respectivo imposto (p.ex. o fabricante de sorvete paga PIS, COFINS e IPI sobre o leite aplicado na fabricação do sorvete).

Em verdade, o sorvete não poderia ser tão exageradamente tributado, por não se tratar de um bem supérfluo. Em verdade, sua tributação deveria ser linear a dos produtos lácteos, razão pela qual a ABIS lança a bandeira: O Sorvete é um alimento e como tal não deve ser tributado como Supérfluo.

Ice Cream Break (intervalo)

16h:30

Palestrante
Eng. Edson Gonçalo

SENAI - CTS - Vassouras

Engº Agrônomo; Pós Graduado em Ciência e Tecnologia de Alimentos; Auditor Líder nas normas ISO 9001, ISO 14001; ISO 22000, BRC, GLOBALGAP, HACCP e BPF.
Consultor Técnico Orientador no programa de Boas Práticas de Fabricação e do Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle pelo Programa Alimentos Seguros - PAS;
Consultor da Organização das Cooperativas do Estado do Rio de Janeiro - OCERJ em BPF/APPCC;
Auditor Avaliador do RAC - Registro de Auditores Certificados do CIC – Centro de Inovação e Competitividade (Escopo: Segurança de Alimentos – ISO 22000);
Auditor e Coordenador da Área de Alimentos, Bebidas e Águas da UL do Brasil Certificações Ltda;
Membro da Comissão de Estudo Especial Temporária – CEET / APPCC da ABNT;
Auditor ISO 9001, ISO 14001 e ISO 22000 (Gestão da Segurança de Alimentos), prestando serviços a DQS do Brasil Certificações;
Coordenador/Gerente de Sistemas de Gestão da Integrados das Empresas da Área Química do Grupo Formitex;
Auditor e Instrutor nas Normas ISO 9001, ISO 14001, GLOBALGAP, BRC e ISO 22000 da TÜV Rheinland Brasil;
Consultor de Serviços Tecnológicos do Centro de Tecnologia SENAI Alimentos e Bebidas / FIRJAN.

Tema: Projeto SEBRAE/SENAI/ITAL/ABIS

Resumo Executivo:

Apresentar o Projeto de parceria entre a ABIS, ITAL, SENAI-RJ e o SEBRAE, que tem como objetivos a geração de diagnósticos e de planos de capacitação das empresas de sorvetes, focando a gestão da qualidade e segurança de alimentos, tecnologia de sorvetes, gestão empresarial e gestão ambiental. Estas ações são estratégicas para o desenvolvimento, fortalecimento e sustentabilidade da cadeia produtiva de sorvetes brasileira.

2º DIA 25 DE JUNHO (4º feira) - Nutrição e Saudabilidade

14h00

Palestrante
Dra. Maria Izabel de Medeiros

Pesquisadora

Maria Izabel Merino de Medeiros possui Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade de Marília - UNIMAR (2000), Mestrado na área de Higiene Veterinária e Saúde Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus Botucatu (2005) e Doutorado na área de Medicina Veterinária Preventiva - Segurança de Alimentos pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus Jaboticabal e Universidad de Córdoba UCO - Espanha (2011). Atualmente é Pesquisadora Científica Nível V do Instituto de Tecnologia de Alimentos ITAL - Campinas – SP onde coordena o Grupo Especial de Segurança de Alimentos - GESA/ITAL. É membro da Comissão Nacional de Meio Ambiente - CNMA pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária - CFMV. Possui experiência nas áreas de Segurança de Alimentos e Saúde Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: microbiologia, epidemiologia molecular, Staphylcoccus aureus, toxinas estafilocócicas, qualidade do leite e derivados, qualidade da água e saúde pública.

A visão do ITAL/TECNOLAT

Tema: Nutrição e Saudabilidade dos Sorvetes

Resumo Executivo:

O sorvete é um alimento muito apreciado e com grande potencial de crescimento, especialmente no Brasil, devido ao clima e a variedade de frutas tropicais. Os alimentos relacionados à saudabilidade estão em evidência no mercado mundial. Podemos destacar produtos benéficos ao desempenho físico e mental, produtos para dietas específicas e alergias alimentares, produtos com aditivos e ingredientes naturais, produtos isentos ou com teores reduzidos de sal, açúcar e gorduras (nicho better-for-you), produtos fortificados, produtos diet./light, produtos benéficos à saúde cardiovascular, produtos orgânicos, energéticos, produtos com propriedades cosméticas, produtos com selos de qualidade de sociedades médicas e os produtos funcionais benéficos à saúde gastrointestinal (pro bióticos e pré bióticos). Destacam-se o emprego de Omega três, fibras alimentares, inulina, polidextrose, fito esteróis, pro bióticos entre outros. Apesar dos desafios tecnológicos, a aplicação de pro bióticos em sorvetes é tecnologicamente viável e já uma realidade em diversos países.  Na apresentação... Exemplos de sorvetes comercializados no mundo com o apelo da saudabilidade.

15h00

Palestrante
Paulo Eduardo da Rocha Tavares

Eng° de Alimentos / Pesquisador Científico do ITAL em Tecnologia de Processamento
de Frutas e Hortaliças.

Possui graduação em Engenharia de Alimentos pela Fundação Educacional de Barretos (1987) e mestrado em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Atualmente é pesquisador científico do Instituto de Tecnologia de Alimentos, atuando na área de tecnologia de processamento de frutas e hortaliças, possui experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase em Tecnologia de Alimentos Dietéticos e Nutricionais, atuando principalmente nos seguintes temas: activated carbon, decaffeination, raw coffee, geléias, compotas, desenvolvimento de novos produtos, diet., light, frutas e tomate.


ITAL/FRUTHOTEC/ Comentários: Eng° de Alimentos Paulo da Rocha Tavares/Pesquisador Científico do ITAL em Tecnologia de Processamento de Frutas e Hortaliças.
Ice Cream Break (intervalo)

16h00

Palestrante
Sr. Leandro Teixeira

DSM - Gerente de Desenvolvimento
de Mercados/AL

Engenheiro de Alimentos, graduado pela UNICAMP, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalhou anteriormente na empresa Dupont Danisco e possui experiência nas áreas de vendas, suporte técnico, assuntos regulatórios e marketing de aditivos e de ingredientes alimentares. Desde 2012, trabalha na DSM. Atualmente, no cargo de Gerente de Desenvolvimento de Mercado, é responsável pelas ações de marketing em nutrição humana para Brasil e países do Cone Sul, além do desenvolvimento e introdução de novos ingredientes funcionais para indústria alimentícia e farmacêutica e pelo segmento de suplementos alimentares na América Latina.

Tema: Mercado e Tendencias Globais

Resumo Executivo:

Mercado e Tendências Globais- DSM

A palestra abordará dados de mercado e tendências na categoria de sorvetes- com enfoque em aspectos de nutrição e saúde, visando expor e estimular os participantes a refletir sobre potenciais novas oportunidades a serem exploradas no mercado brasileiro.

 

17h00

Palestrante
Agnes Curto

Nutricionista e Consultora

Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (FSP/USP), com experiência internacional em gestão de cafés, atuação com auditorias em restaurantes do ramo hoteleiro, atuação com consultorias e assessorias a restaurantes comerciais com foco em sustentabilidade.


 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

Palestrante
Julia Mercedes

Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (FSP/USP), mestranda em Nutrição com foco em diversidade de frutas e frutos comercializados em São Paulo. Possui experiência de atuação em padarias e restaurantes institucionais, com foco em gestão de qualidade de produção, adequação higiênico-sanitária e experiência em desenvolvimento de projetos voltados ao aproveitamento integral dos alimentos

Tema: Nutrição Aplicada

Agnes Curto

Grande oferta de fast foods, produtos estes com grande oferta de “calorias vazias”, altas quantidades de gorduras e sódio e, ausência de vitaminas e micronutrientes. Dessa forma, é necessário um resgate e valorização da cultura alimentar local do nosso pais. As frutas são opções de alimentos ricos em nutrientes e com grande característica cultural. O Brasil encontra-se num momento de incentivo e promoção do uso sustentável da biodiversidade e dos seus recursos genéticos. Cada região do Brasil tem seu potencial de produção individual e frutas locais. A fruticultura já vem sendo utilizada como fonte de abastecimento para as áreas de farmacologia e cosméticos e poderia ser utilizada em maior escala para nutrição, em especial para a produção de sorvetes. As frutas possuem por si um alto apelo nutricional, são saudáveis e com oferta regular. Para a viabilidade de produção de sorvetes com frutas pouco utilizadas alguns elementos estratégicos são importantes a serem observados, levando em consideração o mercado, a sazonalidade da fruta, as características físico-químicas, nutricionais e organolépticas da polpa da fruta, valores nutricionais pós congelamento, produtividade da extração da polpa e a viabilidade de produção em escala industrial.

Julia Mercedes Florido

Estudos de viabilidade de produção de sorvetes a base de frutas vem sendo desenvolvidos, sendo que nos  slides podemos observar as variedades com  viabilidade de produção também que  mais estudos devem ser desenvolvidos com foco na  tecnologia para transformar a fruta em polpa e por sua vez em sorvete, a base de agua ou de massa. Seguem-se  exemplos disponíveis no mercado.
Além dos exemplos que encontramos no mercado, o Governo Brasileiro, por meio de publicações do Ministério do Meio Ambiente, incentiva o uso de frutas para produção de polpas e de sorvetes.  Concluindo, nosso Brasil oferece uma variedade imensa de frutas nativas, que podem ser igualmente consideradas para o desenvolvimento econômico com produção local em diferentes regiões e aproveitamento  das propriedades nutricionais de cada uma dessas frutas.

18h00

Palestrante
Dra. Elizabeth Cristina Vargas

UNILEVER/Líder de Nutrição
em P+D para América Latina

Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP). Atua a 12 anos na indústria de alimentos, com experiência na área de P+D em diversas categorias ai incluídas sorvetes
Atualmente trabalha como líder de nutrição em Pesquisa e Desenvolvimento na UNILEVER para a América Latina.

Tema: Atuação do Nutricionista no Desenvolvimento de Produtos Mais Saudáveis

Resumo Executivo:

O nutricionista é um profissional que atua em diversas áreas, sempre com o objetivo de promover a saúde e o bem estar da população. Na indústria de alimentos, o nutricionista pode atuar tanto no suporte desenvolvimento de produtos mais saudáveis bem como na comunicação responsável e cientificamente embasada de seus benefícios.
Diante das evidências científicas conclusivas sobre o impacto do consumo excessivo de alguns nutrientes no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, ao longo dos últimos anos o nutricionista teve um papel fundamental na indústria de alimentos, entre elas a de sorvetes, na tradução das recomendações dietéticas para a produção de alimentos mais saudáveis. Um dos exemplos marcantes dessa atuação na indústria de sorvetes foi a redução e posterior eliminação de gorduras trans. Outros desafios ainda estão diante dos engenheiros de alimentos que atuam no desenvolvimento desses produtos, que podem contar com o apoio do nutricionista nessa jornada pela oferta de produtos indulgentes, porém com perfil nutricional controlado.

3º DIA 26 DE JUNHO (5º feira) - Meio Ambiente e Cadeia Produtiva do Sorvete

14h00

Palestrante
Luana Tashima

SENAI-CTS (A/B) Vassouras

Acadêmica do Curso de Farmácia na Universidade Severino Sombra/RJ. Atualmente é Técnica de Serviços Tecnológicos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, atuando nos laboratórios de controle de qualidade de Microbiologia e Físico-Química de Alimentos e Bebidas, Cevada e Malte, executando análises para determinação de conformidade, além de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e viabilização de projetos através da captação de recursos por meio de editais.

Tema: A Microbiologia em Sorvetes

Resumo executivo:

A ingestão de alimentos contaminados é um dos grandes problemas de saúde pública em nível global.
A associação de sorvete com quadros de intoxicação ou infecção alimentar é pouco frequente, mas diversos casos são registrados em todo o mundo envolvendo este alimento, sobretudo aqueles produzidos em condições artesanais.
Nesse âmbito, a qualidade microbiológica dos alimentos é regulada primeira pelo número e tipos de microrganismos iniciais (contaminação inicial) e posteriormente, pela multiplicação destes microrganismos no alimento.
Porém a microbiologia pode além ser uma medida de controle de qualidade, agregar valor ao produto final.
Minha palestra tem por objetivo apresentar, de forma abrangente, a atuação da microbiologia em sorvetes, como ferramenta de controle de qualidade na indústria e para fins de agregação de valor.

15h00

Palestrante
Izabela de Almeida Simões

Analista de Gestão Ambiental
da FIRJAN/SENAI/CTS
Rio de Janeiro

Experiência na execução de atividades de campo e supervisão de equipes, auditorias legais, monitoramentos, avaliações, inspeções e diagnósticos ambientais, bem como implantação de sistema de gestão ambiental e sistemas integrados. Acompanhamento e Participação em Programas Básicos Ambientais (PBA). Analista de Gestão Ambiental do Centro de Tecnologia Senai–RJ Ambiental do Sistema FIRJAN

Pós-Graduação Especialização em Auditoria e Perícia Ambiental – Universidade Gama Filho

3º Grau – Ciências Biológicas – UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro)

Tema: Gestão Ambiental na Indústria de Alimentos

Resumo Executivo:

Vimos na última década à necessidade crescente da adequação ambiental das empresas, em decorrência da necessidade de atendimento aos requisitos legais aliados a mercados cada vez mais competitivos e exigentes. Neste sentido, as Pequenas e Medias Empresas – PME’s tendem no primeiro momento a atender ao cumprimento da legislação ambiental e a usar ferramentas de controle ambiental de final de processo.
Empresas que já atingiram ou estão evoluindo para maior maturidade nas questões ambientais vêm adotando práticas de responsabilidade social e sustentabilidade à sua gestão. O grande desafio é aperfeiçoar resultados dentro de um processo sustentado, no qual as relações fornecedor- cliente(s) é integrada ao sistema, as questões ambientais e sociais do ambiente em que atuam são vistas como força coordenadora, e os colaboradores são vistos como cidadãos.
É importante também que o empresário perceba que um processo produtivo mais eficiente resulta em economia e maior lucratividade.
O primeiro passo é mostrar para o empresário que sustentabilidade não é só cuidar do meio ambiente e fornecer subsídios para que ele possa entender o que é Sustentabilidade para a sua empresa e que adotar medidas sustentáveis é parte da estratégia de planejamento do seu negócio.

Ice Cream Break (intervalo)

16h00

Palestrante
Ana Maria E. Oestreich

Engª Química & Mestre
 Centro de Tecnologias Limpas do
CTS - AmbientalFIRJAN/SENAI/RJ

Engenheira Química, com mestrado em Saneamento Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos, é chefe de Tecnologias Limpas do Centro de Tecnologia SENAI – CTS ambiental – Sistema FIRJAN - Rio de Janeiro, desde agosto de 2010. Seu setor abarca as atividades de Produção mais Limpa e Chemical Leasing, Inventários de Gases do Efeito Estufa e Monitoramento de Emissões e Qualidade do Ar, Análise de Ciclo de Vida e projetos educativos. Viveu em Porto Alegre, Quito- Equador e posteriormente na cidade do México, exercendo as atividades de consultora para implantação e avaliação de programas de Produção mais Limpa e programas de prevenção e controle de poluição. Foi assessora técnica da Secretária Nacional de Saneamento do Equador, para elaboração e implantação da Política Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos. Trabalhou como consultora de Organizações de Cooperação internacionais, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, GIZ, AIDIS e OMS. Foi consultora associada ao Centro Nacional de Tecnologias Limpas/ SENAI-RS, onde atuou principalmente como fundadora e assessora técnica principal do Centro Equatoriano de Produção mais Limpa - CEPL, em projeto de cooperação em ciência e tecnologia entre o CNTL – SENAI/RS do Brasil e a Câmara da Pequena Indústria de Pichincha, com apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia e Embaixada do Brasil. Exerceu atividades de docência na PUC-RS, Faculdade Católica de Medicina do RS e Universidade Católica de Guayaquil.

Tema: Produção mais limpa em Indústrias de Alimentos e Bebidas

Resumo Executivo:

A indústria de alimentos, especialmente as empresas de laticínios e de produtos derivados do leite têm demonstrado, em quase todo o mundo, os benefícios da Produção mais Limpa, tanto para a qualidade de seus produtos e desenvolvimento de novos, assim como para obter um grau de eco-eficiência, que reduz custos e aumenta a motivação dos funcionários.

Empregando uma metodologia difundida mundialmente pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, ONUDI (UNIDO, na sigla em inglês), são vários os exemplos de empresas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e em outros Estados e Países da América Latina e Europa, nos quais se reduziu gastos em energia, água, tratamento de efluentes e de resíduos.

Empresas exportadoras de polpas de frutas tem sido objeto de solicitações de selos ambientais, tais como pegada hídrica ou de carbono e certificados de sustentabilidade, para os quais a implantação de Produção mais Limpa é quase mandatória ou ao menos facilitadora.

Esta palestra se propõe a apresentar os princípios, técnicas e estratégias utilizadas em Programas de Produção mais Limpa nas indústrias de Sorvetes e Lácteos em geral, mostrando linhas de oportunidades de redução de custos e obtenção de benefícios técnicos, econômicos e ambientais.

4º DIA 27 DE JUNHO (6º feira) - SEBRAE NACIONAL

Objetivo: Apresentar soluções Sebrae para Atendimento aos pequenos negócios do segmento de sorvetes.
14h00
Observatório do Segmento de Sorvetes e oportunidades de Mercado;
14h30
Apoio do SEBRAE ao Segmento de Sorvetes;
15h00
Programas Nacionais: Sebraetec, SebraeMais e Encadeamento Produtivo;
15h30
O Microempreendedor Individual e o Mercado de Sorvetes.
Ice Cream Break (intervalo)

16h00

Palestrante
Sr. Vitor Reis

Consultoria e Prestação de serviços

Como e quando usar os serviços SEBRAE;

Administração com foco em resultados:

Caminhos na inovação para agregar valor e gerar empregos;

Oportunidades e Ameaças; segmentação de negócios (padarias, lojas de conveniência, pizzarias, restaurantes.

Novos sabores com frutas típicas (base leite ou água).

Futuro da Produção de Sorvetes no Brasil e cenários possíveis.

17h00

 

Case: Experiência do SEBRAE no Pará: Modelo de Atendimento e Desenvolvimento de produtos com frutas locais/regionais
18h00
Depoimento do Presidente do Sindicato de Sorvetes de Minas Gerais.

19h00

Sr. Eduardo Weisberg

Presidente da ABIS

Fechamento do Seminário 

Investimento:

-ASSOCIADOS ABIS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS: R$ 80,00
-EMPRESÁRIOS DE PEQUENOS NEGÓCIOS E ESTUDANTES: R$ 100,00
-NÃO ASSOCIADOS: R$120,00
*Valor por inscrição (intransferível). Válido para os 4 dias.

O pagamento será por meio de transferência bancária ou depósito identificado, efetuado no caixa de atendimento do Banco, na seguinte conta:

Banco 341 - Itaú
Agência 0393
Conta Corrente 55058-7
ASSOC BRAS IND DE SORVETES
CNPJ 05.282.700/0001-30

As inscrições só serão validadas após o envio do comprovante de pagamento para o e-mail abis@abis.com.br ou via fax (11) 2532-2546, junto aos dados preenchidos na ficha, em caso de estudantes, enviar a cópia da carteirinha estudantil, que deverá ser apresentada na entrada do evento.   Empreendedor individual e micro, deverão enviar a cópia do cartão do CNPJ. Após a compensação bancária enviaremos um e-mail de confirmação.

Data limite para inscrição e envio do comprovante: 23/06/2014.

Lembrando que a inscrição para o simpósio não é vinculada ao credenciamento da feira. 

24/04/2014
A 50 dias da Copa, hotéis de SP ainda têm 76% de quartos vazios, diz Fórum

A 50 dias da Copa do Mundo, a cidade-sede do jogo de abertura da competição corre o risco de uma subutilização de seu potencial hoteleiro, o que representaria prejuízo para o setor durante o evento. De acordo com dados do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), que reúne 71% de todos os quartos de hotéis operados por empresas de rede (como Accor, Meliã, Othon, etc), apenas 24% destas unidades foram vendidas na capital paulista. O número contrasta, por exemplo, com os 87% de ocupação no Rio de Janeiro.

Os dados foram apresentados durante a World Travel Market Latin America, que reúne empresários e profissionais de turismo em São Paulo. De acordo com a diretora executiva do FOHB, Flávia Matos, a situação pode ser explicada pela alta capacidade hoteleira da cidade de São Paulo que, segundo ela, "pode acomodar muito mais do que uma Copa do Mundo".

Ela lembra que existe hoje na capital uma ocupação motivada principalmente pelo turismo de negócios, que é o que movimenta o setor em São Paulo. "Tanto que, quando tem uma Copa do Mundo, você vê como é que fica a situação da taxa de ocupação na cidade", ressaltou.

Em fevereiro, a presidente da Alagev (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas), Viviânne Martins, declarou à Agência Efe que a Copa do Mundo prejudicaria as viagens corporativas no Brasil.

"Um evento como a Copa faz com que os clientes corporativos façam blackout de pelo menos 70 dias dentro de suas empresas, fazendo com que o número de viagens diminua", afirmou ao destacar a necessidade do setor de focar em novos mercados neste ano.

Em uma escala menos crítica, cidades tipicamente turísticas como Salvador e Curitiba também sofrem com baixas taxas de ocupação, com 57% e 44% respectivamente, durante os dias de jogos. "A gente entendeu (com o levantamento) que o que faz com que as pessoas fiquem numa cidade é primeiro a atratividade dos jogos associado à atratividade da cidade e o acesso facilitado àquela cidade", explicou a diretora executiva do FOHB.

Diante dessa situação, o Fórum teme sofrer com prejuízos em plena Copa do Mundo em locais que não conseguiram ter jogos tão populares como as quartas de finais ou que não são tão atraentes para o turista estrangeiro como o Rio de Janeiro.

"A gente ainda tem tempo para tentar comercializar e montar roteiros para ver se a gente ainda consegue reverter essa taxa de ocupação que se revela muito mais baixa em relação ao mesmo período de anos anteriores", disse Flávia.

Fonte: UOL ECONOMIA -Link

24/04/2014
Frescor popular

Expansão de sorveterias pelo Brasil faz com que o modelo de negócio seja vantajoso - tão em baixas temperaturas

Com a verticalização do conhecimento gastronômico, o brasileiro tem ido além das obviedades quando se trata do consumo de sorvetes. O produto era visto como uma escolha típica de verão até bem pouco tempo, enquanto na Europa tem status de alimento e apresenta consumo expressivo, inclusive no outono-inverno. Números divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis) indicam que, apesar de tímido, houve aumento na venda de sorvetes no País. O balanço de 2013 revela um crescimento de 2,36% em relação a 2003. “O brasileiro começou a entender que o sorvete alimenta e pode ser consumido em qualquer temperatura. A valorização dos ingredientes, por parte de uma fatia de mercado, também contribuiu para esse crescimento, apesar do percentual de consumo de sorvetes artesanais ainda ser muito inferior ao dos industrializados”, justifica Eduardo Weisberg, presidente da associação.

Para Weisberg, a fatia de mercado das sorveterias artesanais atrai o público por fatores como a variedade de sabores, a influência das técnicas de preparo italianas e a qualidade dos ingredientes. “Grande parte das gelaterias não está localizada em shoppings, onde existe um consumo de ocasião. Quem vai a uma sorveteria de rua tem intenção de ir lá desde que saiu de casa. Sair parar tomar um sorvete passa a fazer parte de um verdadeiro passeio”. Ao contrário da categoria de frozen yogurts, a presença das gelaterias não configura um consumo por modismo, o modelo exige adaptações de acordo com a região da implantação do negócio. “No caso do Nordeste, o sorvete com sabor de frutas tem um apelo muito maior do que no Sul do País, onde os sabores mais fortes, como chocolate e nozes, têm uma maior saída”, pondera o presidente da Abis.

Mesmo com boas expectativas, apesar do crescimento da indústria de sorvetes, o mercado não cresce em volume de consumo. “O brasileiro ainda consome sorvete poucas vezes por semana. Apesar da maior variedade de opções, é preciso aumentar a quantidade de vendas. Na região do Cone Sul, especialmente no Chile e na Argentina, a compra gira em torno de 10 litros per capta ao ano. O Brasil alcança apenas 6 litros per capta”, analisa o especialista.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) de São Paulo, Joaquim Saraiva de Almeida, a exigência por um sorvete melhor também se reflete no mercado de sorvetes industrializados. “A entrada da marca Häagen-Dazs no Brasil não foi algo barato. Os impostos de importação o tornaram um produto com preço alto, mas podemos ver a boa aceitação do público. O brasileiro entendeu que a qualidade tem um custo e está disposto a pagar por ele”. A marca expandiu sua rede de vendas e está disponível já há algum tempo em redes de supermercados.

“Estamos vendo um crescimento de sorveterias. Antigamente tínhamos pouca variedade em São Paulo e a indústria sozinha cobria todo esse nicho de mercado. Mas, de repente, os métodos artesanais começaram a atrair o interesse dos empreendedores, que começaram a fabricar seguindo essa linha de produção. O público acaba sendo o maior beneficiado por ter esse grande leque de opções”, afirma o presidente da Abrasel.

A CONQUISTA ARTESANAL

A mestre sorveteira Marcia Garbin viu na gelateria italiana um bom modelo de negócio. Formada pela Carpigiani Gelato University, em Bolonha, na Itália, a profissional começou a trabalhar com sorvetes em 2003 em uma confeitaria que comercializava o produto. Em 2008 decidiu montar sua própria gelateria no litoral da Toscana e desenvolveu o próprio sorvete. “Lá eu aprendi todas as técnicas e receitas clássicas. Aos poucos fui desenvolvendo a minha assinatura nas criações. Acrescentei ingredientes que são vistos na Itália como exóticos, caso do maracujá”.

Ao ver a efervescência do mercado gastronômico em São Paulo, Marcia decidiu retornar ao Brasil e materializar o desejo de montar uma gelateria. Um edifício construído em 1940 na rua Pamplona, na esquina com a alameda Itu, no bairro Jardins, em São Paulo, foi o eleito para abrigar o novo negócio. “Queria algo especial arquitetonicamente, com identidade própria. Isso tem a ver com a cultura do gelato – a tradição, o antigo interpretado e modernizado. Isso reflete a nossa filosofia”.

O novo negócio, previsto para estrear em abril, já tem nome: Gelato Boutique. Marcia iniciou o teste de sabores com o público em eventos de rua da cidade, como a “Feirinha Gastronômica”, que acontece sempre aos domingos na praça Benedito Calixto; e na “O Mercado”, que mensalmente reúne nomes conhecidos da cena gastronômica local. “Essa feira agrupa profissionais mais gabaritados. Fiquei muito feliz quando recebi o convite da organização para participar, o que revelou um reconhecimento do meu trabalho”, comemora Marcia.

Ao participar de atividades de cozinha de rua, ela percebeu o surgimento de um grande público. “Tivemos a sorte de termos um público muito aberto e curioso gastronomicamente. Quem frequenta as feiras gosta, entende de gastronomia e busca experimentar algo diferente”. Depois de perceber uma abertura criativa por parte dos consumidores, Marcia elaborou sabores inventivos como o de chocolate amargo com tinta de lula e bacon. “O sabor esgotou durante a feira em meia hora. Antes de o nosso carrinho chegar, as pessoas já estavam em fila para provar esse sorvete graças à divulgação da feira”.

Para estilizar a marca, Marcia serve os sorvetes em dois carrinhos sicilianos fabricados à mão por um artesão que aprendeu o ofício com a família, fabricante dos carrinhos desde a década de 1950. “Não estamos com muita pressa para inaugurar. A ideia é que a gente faça algo bem certeiro e com a nossa cara. Nada melhor do que ter chance de ter um contato próximo ao público com a cozinha de rua, o que garante parâmetros reais do que devemos ou não fazer em nosso negócio”, esclarece Marcia.

INVESTIMENTOS E NOVIDADES

Entre os desafios de se montar a sorveteria, a boa e velha burocracia continua sendo o pesadelo de quem quer investir nesse modelo de negócio. Isso não foi diferente para o publicitário Thomas Zander, sócio-proprietário da sorveteria Frida & Mina, em Pinheiros. A ideia de inaugurar uma sorveteria artesanal foi amadurecida a partir de outubro de 2011 ao lado da sócia Fernanda Bastos, que atuava na área de relações públicas. Inaugurada em agosto de 2013, a casa de decoração intimista recebeu consultoria da sorveteria nova-iorquina Van Leeuwen, que mantém seis furgões e três lojas espalhados pelos bairros do Brooklyn e Manhattan. “Nós aprendemos sobre diferentes métodos do processo de fabricação artesanal, maquinário e ingredientes e fizemos um conceito similar no Brasil”, afirma Zander. Para potencializar o aprendizado e adaptar alguns processos para o paladar brasileiro, Zander fez o curso de iniciação profissional de sorveteiro no Senai.

Segundo o empresário, o investimento do negócio foi de R$ 400 mil, incluindo gastos com obra, aquisição de equipamentos e localização. Como sempre trabalhou e morou na região de Pinheiros, ele deu preferência ao bairro apesar de pesquisar espaços comerciais na Vila Madalena. “Queríamos atender ao público de um bairro bastante movimentado como Pinheiros, que é um misto de área residencial e de trabalho. Além disso, quando iniciamos a montagem da sorveteria, a rua dos Pinheiros estava começando a se tornar um corredor gastronômico do bairro, o que influenciou nossa decisão por aquele ponto”, relata o sócio-proprietário.

Para a base das criações, a sorveteria utiliza creme de leite, leite, gema de ovo e açúcar. “O único produto que não é orgânico nessa base é o creme de leite, pois ainda não conseguimos um fornecedor que garanta a entrega da quantidade que precisamos”, afirma o empresário. O selo orgânico também está em matérias-primas como hortelã, morango, limão, gengibre e manga. Outra parte da filosofia da sorveteria, que também auxilia na redução de custos, é a preferência por fornecedores brasileiros: “A macadâmia que utilizamos é produzida em São Paulo, a noz pecã vem do Rio Grande do Sul e o chocolate é o da AMMA, fábrica de chocolates gourmet da Bahia”.

O investimento deu certo. Com apenas dois meses de existência, a sorveteria recebeu um prêmio como a melhor de São Paulo, aferido por uma publicação de grande circulação. “Esse prêmio nos pegou de surpresa e chegou super cedo. Abrimos as portas no mês de agosto de 2013 e o resultado da premiação saiu em outubro do mesmo ano. Estávamos em um momento tenso, de muita adaptação, mas foi bem gratificante. Nas duas primeiras semanas após o prêmio, o movimento da loja cresceu 30% e nosso faturamento aumentou entre 45% e 50%”, revela Thomas.

Para burlar a possível queda de consumo durante o inverno, a sorveteria pretende diversificar a oferta de produtos oferecendo alguns elementos de confeitaria e expandir os pontos de venda do sorvete. “Estamos estudando fornecer nossos produtos a alguns restaurantes, mas por enquanto não temos nenhum contrato fechado”. A casa também vai investir em sabores sazonais com ingredientes não tão frescos e que combinam com baixas temperaturas, como canela e café.

FORMATO ESTRANGEIRO

Nos Estados Unidos, a rede de sorveterias Cold Stone Creamery investe além dos ingredientes. A proposta de agregar entretenimento à venda de sorvetes seguiu o modelo americano na inauguração das filiais brasileiras nas cidades de Curitiba e São Paulo. O grupo JJS Franquias Ltda. inaugurou na capital paranaense a sorveteria da franquia de linha premium. “No Brasil o público está acostumado com gelato ou sorbet. Nos Estados Unidos o sorvete tem base de creme de leite e sem adição de água. Ele dá a sensação de gelar menos a boca e tem muita cremosidade. Além dessa característica, acredito que o fator entretenimento é o diferencial. Os funcionários fazem malabarismos com o sorvete, o que torna o ato de consumi-lo um momento ainda mais divertido. Além disso, poder customizar seu sorvete conta bastante. Costumo dizer que nosso tripé do sucesso está na customização, qualidade e entretenimento”, defende o argentino radicado no Brasil Joaquin Fernandez Presas, um dos sócios do grupo.

No início da implantação da marca em território nacional, o grupo sofreu certa resistência da matriz americana ao querer instalar a primeira unidade em Curitiba. “Eles queriam que nós inaugurássemos em São Paulo. Mas aproveitamos o público exigente de Curitiba e os preços menores de instalação em relação a São Paulo. Caso não desse certo, o prejuízo seria muito menor”, justifica o empresário. Apesar da escolha mais vantajosa por Curitiba para a loja teste, encontraram um desafio pelo caminho: a cidade sofria com a alta porcentagem de importados – que correspondia a 80% do total. Na filial paulistana, o problema foi amenizado – os produtos de fora correspondem a apenas 20%. Entre eles estão os chocolates da marca Hershey’s e o cookie dough – uma massa de cookie pré-assada e pasteurizada que serve como complemento ao produto principal.

O modo de preparo do sorvete, que pode ser misturado a mais de 30 acompanhamentos, também foge do padrão das sorveterias brasileiras. É feita uma mistura aos acompanhamentos selecionados pelo cliente sobre uma pedra de granito a -9 ºC, temperatura que garante o ponto de cremosidade.

Para o treinamento, os empresários fizeram uma capacitação de um mês na sede da empresa. Os funcionários das lojas receberam orientações de Tiffanny Ocampo, diretora de treinamento. Recentemente, a marca inaugurou um quiosque em Curitiba, no shopping Pátio Batel. “Nossa meta é abrirmos quiosques em shoppings de São Paulo e expandirmos cada vez mais o formato de preparo de sorvetes tipicamente americano”.

Fonte: GESTÃO GASTRONOMIA - Link

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