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Alimentos processados na nutrição dos brasileiros

A maioria dos alimentos processados é composta por alimentos com nutrientes importantes para a dieta dos brasileiros: carnes, cereais, laticínios, frutas e vegetais. Os fatos mostram que, no Brasil, a maioria dos alimentos processados adquiridos pela população é destinada para a nutrição básica:

Os estudos Brasil Food Trends 2020 e Brasil Ingredients Trends 2020 mostram como a indústria tem desenvolvido produtos e ingredientes nutritivos e funcionais para atender a crescente demanda da população:

Processamento e valor nutritivo dos alimentos

Não é tipo e nem o fato de ser processado que determina a maior ou menor quantidade de nutrientes de um alimento, isso depende basicamente da RECEITA que estabelece as matérias-primas e outros ingredientes a serem utilizados na elaboração dos diferentes tipos de produtos alimentícios processados.

Alguns tipos de alimentos processados são rotulados de forma genérica como tendo baixo valor nutritivo como, por exemplo, salgadinhos e sorvetes. Porém, existem salgadinhos feitos com farinha integral, com grãos integrais, sementes, com ovos, amendoim etc. Assim, podem ter grande quantidade de nutrientes. Da mesma forma, os sorvetes podem ser feitos à base de leite, com muitas frutas, amêndoas, cacau e outros ingredientes bastante nutritivos. Portanto, como dizer que todos os salgadinhos e sorvetes têm baixa “densidade nutricional”?

Para checar a receita e os nutrientes presentes nos alimentos e bebidas processados basta ler os rótulos que, por lei, precisam divulgar os ingredientes utilizados e a sua composição nutricional. Recomenda-se ler os rótulos para fazer escolhas adequadas para cada tipo de dieta. Se persistirem as dúvidas, é possível ainda entrar em contato diretamente com os fabricantes.

A importância dos alimentos processados para a nutrição humana

Com base em resultados de pesquisa (WEAVER et al., 2014), a American Society for Nutrition (EUA) declarou que “Os alimentos processados são nutricionalmente importantes para a dieta dos norte-americanos”. Para a American Society for Nutrition uma boa dieta depende da seleção de alimentos de valor nutritivo, independentemente do fato de serem processados ou não.

Outra pesquisa nos Estados Unidos (IFIC, International Food Information Council) destacou a contribuição dos alimentos processados para o consumo de nutrientes pelos norte-americanos:

Os alimentos in natura são mais nutritivos que os alimentos processados?

De acordo com o European Food Information Council (EUFIC):  “Muitos alimentos processados são tão nutritivos quanto os in natura, assim como há também alimentos processados menos nutritivos e mais nutritivos do que alimentos in natura. Isso depende do produto e da maneira em que eles são processados.
Vegetais congelados são geralmente processados algumas horas depois de colhidos, causando pouca perda de nutrientes no processo de congelamento, ao passo que os legumes in natura podem demorar dias ou mesmo semanas para chegar à mesa do consumidor depois de colhidos, o que leva a perdas significativas de alguns nutrientes.
Alguns tipos de processamento podem causar perda mais acentuada de certos nutrientes do que o congelamento, como, por exemplo, o tratamento térmico. Entretanto, o processamento de alimentos também pode adicionar benefícios nutricionais, como ficou demonstrado para o licopeno, um antioxidante encontrado nos tomates, que se torna mais biodisponível quando os frutos são transformados em molho, massa de tomate, ketchup ou sopa.”
“...a ideia de que todos os alimentos in natura são mais nutritivos que os alimentos processados não procede. Alimentos enlatados, secos, congelados ou cozidos não têm necessariamente menor valor nutricional. De fato, estes processos ajudam a aumentar a vida de prateleira, tornar os alimentos seguros para consumo e, em alguns casos podem realmente melhorar a qualidade nutricional. Por exemplo, o betacaroteno em cenouras enlatadas é mais biodisponível do que as cenouras frescas, e as ervilhas frescas, quando congeladas imediatamente após a colheita, têm mais vitamina C do que aquelas armazenadas à temperatura ambiente por alguns dias antes do consumo.”

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Clash discute a importância da comunicação para o setor de sorvetes no Brasil
na Fiesp atende a micro e pequenas empresas

Feiras do Brasil - SP

Desmistificação do produto, inovação e empreendedorismo foram alguns dos assuntos que pautaram a segunda edição do evento, em 13 e 14 de junho

A segunda edição do Congresso Latino-Americano de Sorvetes-Helados (Clash) reuniu empresários e personalidades do segmento artesanal, industrial e alimentício no Expo Center Norte, em São Paulo, onde foi realizado o evento. Promovido pela Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS) o congresso foi realizado simultaneamente à Fispal Sorvetes.

O painel de abertura contou com a presença do empresário Leonardo Fausto Zipf, presidente da Duas Rodas S/A, patrocinadora oficial do evento, entre outras personalidades importantes do setor: João Batista Dornellas, presidente executivo da Abia; Luis Madi, diretor geral do Ital; Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp; Mayra Monteiro Viana, analista do Sebrae Nacional; Alberto Amorim, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; e Fernando Teixeira Samary, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa – que foram recepcionados por Eduardo Weisberg, presidente da ABIS, idealizador e curador do Clash.

Norteado pelo tema "Sorvetes Marca Brasil", o Clash 2018 reuniu este ano mais de 200 participantes e 30 palestrantes que debateram durante dois dias (13 e 14 de junho) temas relevantes para o segmento. Ao longo de doze horas de apresentações e interlocução entre palestrantes e plateia, as discussões giraram em torno de tópicos importantes para o mercado interno e externo em diversos nichos: tecnologia, inovação, comunicação, empreendedorismo, regulamentação, internacionalização, nutrição, saúde e tendências além de "cases" de sucesso.

O Sebrae, por exemplo, acredita muito no setor de sorvetes. "Há um campo vasto para o empreendedor que decidir apostar nesta área", sublinha Anderson Gonçalves de Freitas, gestor de projetos do Sebrae/MG. Para a analista de Pesquisa da Euromonitor International no Brasil, Caroline Kurzweil, o Brasil é detentor de 40% do mercado sorvetes na América Latina, o consumo per capita no Brasil já está acima da média mundial, de 5,3 litros por habitante/ano. De acordo com o presidente da ABIS, a média no país é de 5,44.

Outro tema que foi amplamente discutido foi a comunicação. O senso comum entre todos os palestrantes é que existe uma deficiência muito grande na transmissão de informação sobre a área de alimentos, incluindo o sorvete, para o cidadão comum. "O que é mito e o que é verdade? O ovo faz mal para saúde ou faz bem? E o sorvete, alimenta, nutre ou é vilão? " são algumas das contradições que permearam a discussão.

Como debatido ao longo do Clash, o grande desafio será romper a barreira da comunicação no âmbito técnico e do conhecimento, levando a informação correta para a sociedade. Neste sentido, Eduardo Weisberg, presidente da ABIS, sugeriu a realização de um fórum específico ainda neste ano só para discutir o tema. A fim de organizar este projeto, Weisberg já deu início à criação de um comitê que será formado por entidades e empresas parceiras, para auxiliar na comunicação.

"Precisamos nos aproximar do consumidor final e trazê-lo para perto com a informação objetiva e pontual", complementa o presidente da ABIS. "Principalmente hoje, porque a saudabilidade do alimento é uma preocupação básica das pessoas, sublinha a nutricionista clínica Márcia Terra, diretora da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

"Um dos insights poderosos, que emergiram, é o poder de convergência que uma intenção elevada do tipo Marca Brasil poderia provocar atraindo os diversos atores da cadeia de valor, incluso consumidores", comentou Cecilia D´Alessandro, consultora estratégica da ABIS e responsável pela concepção, coordenação e facilitação do Clash 2018.

Para o coordenador do Observatório de Multinacionais da ESPM/SP, professor Diego Bonaldo Coelho, a busca por saúde, nutrição e transparência são tendências irreversíveis no segmento de sorvetes. Ele analisa também que há uma sinalização interessante no processo de internacionalização de empresas brasileiras no mercado externo e que, de uma maneira geral, a mentalidade brasileira é voltada para o mercado interno. "Neste sentido, a empresa precisa ser competitiva e ter diferenciais para o mercado", enfatiza.

Sobre a Abis

Fundada em 2002, a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS)representa toda a cadeia produtiva, inclusive sorveterias e gelaterias artesanais, e tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento contínuo das empresas do setor. Por meio da divulgação das vantagens e benefícios do sorvete, ressaltando sempre sua qualidade e seu valor nutritivo, a entidade procura criar condições adequadas para o crescimento das empresas associadas. Atualmente, o Brasil conta com oito mil empresas ligadas à produção e comercialização de sorvete. O setor gera 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos, tendo um faturamento anual acima de R$ 13 bi.



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Segunda Reunião do Planejamento Estratégico da ABIS






Reunião do Planejamento Estratégico da ABIS





Eventos

FOOD INGREDIENTS (FI) SOUTH AMERICA & HI
data: 23 a 25 de Agosto de 2017
local: Expo Center Norte - São Paulo - S.P. - Brasil
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10° CONGRESSO INTERNACIONAL DE FOOD SERVICE
ABIA 2017

data:  5 de Setembro de 2017
local: Centro Univestidário Senac Santo Amaro
São Paulo - S.P. - Brasil
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Mais Informaçôes

História

A história começa com os chineses, que misturavam neve com frutas fazendo uma espécie de sorvete. Esta técnica foi passada aos árabes, que logo começaram a fazer caldas geladas chamadas de sharbet, e que mais tarde se transformaram nos famosos sorvetes franceses sem leite, os sorbets
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